domingo, 13 de Abril de 2014

A Coisa

Ladri di biciclette (1948) de Vittorio de Sica.














A roçar a realidade. São sequências de ideias que se agarram e ficam a fazer eco. É uma máquina de tempo, que no fundo, nos liga inquestionavelmente ao presente. Sobrevive aos anos, porque não se prende. O objecto, será apenas o valor que lhe dermos. A bicicleta, foi, para eles, um símbolo para aquilo que necessitavam - uma ponte, para uma possível vida melhor.  Quando o objecto se desfaz por entre a multidão, fica o desejo. Fica o sufoco. A impossibilidade. Por fim, a loucura - ao ponto de se cometer um crime.

Até que há alguém que diz: Há cura para tudo, menos para a morte.
O nevoeiro dissipa-se e fica clareza. Espera lá - a coisa é apenas uma coisa.

Pois é.

God Bless o Grande Dilúvio

God Bless America (2011), de Bobcat Goldthwait.

















Nos primeiros minutos de filme, o Frank diz:
I just want it all to stop. I mean, nobody talks about anything anymore. They just regurgitate everything they see on TV, or hear on the radio or watch on the web. When was the last time you had a real conversation with someone without somebody texting or looking at a screen or a monitor over your head? You know, a conversation about something that wasn't celebrities, gossip, sports, or pop politics. You know, something important, something personal. 
Merda, pensei eu. E vi até ao fim.
Um idiota de cada vez.